ATIVOZ PROTOCOLA AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONTRA RALFI E LÚCIA POR DEFENDEREM TRATAMENTO PRECOCE DE COVID 19

Por Gilberto de Almeida 29/04/2021 - 08:36 hs
Foto: divulgação
ATIVOZ PROTOCOLA AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONTRA RALFI E LÚCIA POR DEFENDEREM TRATAMENTO PRECOCE DE COVID 19
Mandata Ativoz no Plenário da Câmara Municipal de Osasco

 O Mandato Coletivo Ativoz em Osasco encabeçado pela Vereadora Juliana da Ativoz entrou com ação no Ministério Público contra dois vereadores do município Ralfi Silva e Lúcia da Saúde, pelo fato de ambos utilizarem de seus mandatos, redes sociais e outros meios para defenderem o uso de tratamento precoce contra Covid 19 na Cidade.

No documento protocolado no Ministério Público afirma que ambos os parlamentares estão defendendo um tratamento sem comprovação cientifica, que poderá causar possíveis sequelas aos cidadãos que estiverem com a doença até mesmo o agravamento do quadro clinico, e que tentam introduzir tal tratamento como uma política pública no município através dos requerimentos 67/21, 68/21 e indicações 1667/21 e 156/21, e diz ainda que a exemplo de Lucia da Saúde que admite que não há comprovação cientifica porém defende uma tese compartilhada pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, que é a favor do tratamento em questão como já foi amplamente divulgado em público e pela mídia.

Ela cita ainda sobre a saída dos ex ministros  da saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, como motivo de suas respectivas saídas serem contra esse posicionamento defendido pelo presidente e traz ainda a recusa da Dra Ludhmila Hajar, para assumir o Ministério da Saúde após demissão do então ministro General Eduardo Pazzuelo, por ela também ser contra o referido tratamento precoce.

O documento de sete páginas bem extenso em que justifica o pedido da Ação Civil Pública, contra os respectivos vereadores, dizendo que “As manifestações proferidas pelos vereadores acima indicados, ofendem o quanto dispõe o artigo 196 da Constituição Federal” “ A Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visam á redução do risco de doença e outros agravos e ao acessos universal é igualitário ás ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação “.

Por fim Ativoz pede na Ação Civil Pública protocolada que sejam averiguadas eventuais ofensas aos princípios que alicerçam o sistema único de saúde, bem como o direito á saúde. Se for o caso, postula-se ainda que seja aberta a ação civil pública em contra Ralfi Silva e Lúcia da Saúde por estimularem o tratamento precoce de Covid-19 em Osasco.

Entramos em contato com os vereadores citados, porém até o fechamento desta matéria não responderam sobre aos questionamentos da reportagem.